E foi ontem o SARAU SESC, música, poesia e oficina para as capas do Catálogo da Mostra, feitas de papelão e pintadas individualmente. Lá estiveram o Glauco Mattoso - sempre dando muita força ao projeto -, Flávio Amoreira, Neres, Tiago, Rodrigo, Tião, Ariel - que depois acompanhou o grupo no Sujinho. Um jantar ao estilo Catadora-Cartonera, um portunhol duro de entender, mas estavam todos muito felizes com os resultados. Os poetas de outros estados estiveram em pensamento conosco. Aos que não puderam comparecer, teremos outro momentos de confraternização.
Estou voltando da oficina no SESC Paulista e Pinheiros que segue até amanhã, 2.12. Apareçam para desenhar suas capas e montar o Catálogo "Circulações", com CD dos melhores momentos, o pessoal estará lá das 15 às 19 horas.
Agora, é repensar para 2008, muitas novidades virão...
Escrito por capro às 20h58
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
Dia 30 haverá SARAU no SESC POMPÉIA, com todos os autores colaboradores do Dulcinéia e lançamentos:
WHISNER FRAGA, JOSÉ GERALDO NERES E ALMANDRADE
Será lançado o catálogo SESC com capas de papelão!!!!
SARAU SESC POMPÉIA, 30.11.2007, às 19 horas. Apareçam e curtam a noite.
Dulcinéia Catadora é um projeto-irmão do Eloísa Cartonera, que se propõe a oferecer a pessoas que nunca tiveram contato com a produção artística, a possibilidade de desfrutarem da criação. Todas as iniciativas do Dulcinéia Catadora têm sempre o compromisso com a distribuição do conhecimento e da renda, num ambiente de criatividade. O projeto, que tem o apoio do Movimento Nacional do Catadores de Recicláveis, trabalha com catadores de lixo, editando livros de contos e poesias com capas feitas de papelão comprado dos catadores a um real o quilo, quando eles normalmente o vendem a 30 centavos. As capas são pintadas à mão por filhos de catadores.
Contato: dulcineiacatadora@gmail.com
Sobre o Eloísa Cartonera Convidado para a 27ª Bienal de São paulo, apresentou-se no pavilhão como um atelier em funcionamento permanente. Ao grupo argentino somou-se a participação de catadores, filhos de catadores e artistas brasileiros. Daí surgiu seu projeto-irmão, Dulcinéia Catadora. Criado em março do 2003 pelo artista plástico Javier Barilaro e o escritor Washington Cucurto em Buenos Aires, Argentina, Eloísa Cartonera é um projeto de escultura social, isto é, a sociedade percebida como uma escultura que pode ser modelada para melhor. Os livros publicados são literatura de autores da América Latina; seu catálogo tem na Argentina mais de 100 títulos, muitos deles são de escritores bastante conhecidos, outros são autores novos, mas com obras de comprovado valor literário.
>
http://www.meiotom.art.br/eveliteprogra.htm
Escrito por capro às 22h18
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
LEMBRE-SE 30.11 - SESC POMPÉIA - 19 HORAS - SARAU MUSICAL E LITERÁRIO - ELOÍSA CARTONERA E DULCINÉIA CATADORA.
Escrito por capro às 09h22
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
ADEMIR ANTONIO BACCA - PLANO DE VÔO - ED. GRAFITE
adebach@italnet.com.br
BOTECO
entre velhas paredes ideologias gastas e noites de boemia assombram garrafas vazias
DA INUTILIDADE
há muito que me cansam estas bocas mudas que não mudam nada
BURADO DE FECHADURA
espio a vida com cautela:
um olho no bandido outro na polícia
Escrito por capro às 09h21
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
LEMBRE-SE 30.11 - SESC POMPÉIA - 19 HORAS - SARAU MUSICAL E LITERÁRIO - ELOÍSA E DULCINÉIA CATADORA.
Escrito por capro às 09h14
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
POLÊMICA COMEÇOU EM ARTIGO Na Ilustrada do dia 19, o jornalista Luciano Trigo assinou artigo no qual criticava a arte contemporânea. Ele citava críticas do poeta e colunista da Folha Ferreira Gullar a obras das artistas Laura Vinci e Débora Bolsoni. Para Trigo, obras contemporâneas seriam "desligadas da realidade". No dia 22, o editor da Ilustrada, Marcos Augusto Gonçalves, escreveu em sua coluna que opiniões como as de Trigo e Gullar lembravam os ataques de Monteiro Lobato à pintora modernista Anita Malfatti.
Escrito por capro às 09h12
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
Deu na Folha: 28.11.2007
Réplica a Ferreira Gullar - ESTA NINGUÉM PODE DEIXAR DE LER
A maior violência contra a arte é querer falar dela sem ela
A artista Laura Vinci rebate críticas de Ferreira Gullar à sua instalação "Ainda Viva'; segundo ela, poeta desconhece a obra
LAURA VINCI ESPECIAL PARA A FOLHA
A vontade de pôr em discussão a arte contemporânea, vista como uma espécie de aberração por alguns críticos, seguidos por alguns jornalistas, produziu uma curiosa aberração: defensores da arte falam da arte sem ver a arte, e sem nenhum pudor. No caso, o meu trabalho "Ainda Viva", que ficou exposto na galeria Nara Roesler durante 40 dias, foi criticado pelo jornalista Luciano Trigo em um artigo intitulado "É de fama e dinheiro que se trata a arte?" (Ilustrada em 19/11). O poeta e crítico Ferreira Gullar, já citado por Trigo, permitiu-se citar a mesma instalação respondendo a uma enquete sobre o tema do "feio" na arte, no jornal "O Estado de São Paulo" de 24 de novembro. A única coisa que Gullar sabe sobre o trabalho é que nele existem "300 maçãs" expostas ao apodrecimento, o que lhe pareceu suficiente para tecer considerações ácidas sobre a obra e o estado geral da arte. Imagino então se ele soubesse que não são 300, mas 7.000 maçãs. Se ele visse que mesmo assim, numa dimensão de Ceasa, uma maçã é uma maçã que sempre lembrará Cézanne. Que postas numa superfície de mármore, que tem a dignidade do altar, da lápide e da tela branca, elas estão ali falando da tradição da natureza-morta na pintura. Que elas apodrecem em conjunto sem perder a beleza e exalando um perfume embriagante. Talvez ele se lembrasse que "natureza-morta" se diz em inglês "still life", vida parada, ou ainda vida. Que isso é uma pergunta sobre o destino da arte, e não uma confusão da arte com o lixo. Talvez ele se lembrasse que é poeta. Que o problema que ele vê na instalação, sem vê-la, é justamente o que ela está problematizando. Se ele olhasse mais adiante, veria ainda uma coluna de peças de vidro pendendo do teto, e chegando quase até o chão, sem chegar a tocá-lo. Independente do que ele achasse dela, veria que é difícil descrevê-la. Essas peças estão intactas na linha dos tiros reais que marcam a parede dos fundos, convivendo com a violência real e virtual que está no ar, como uma questão aberta a quem participa da experiência de estar ali. Talvez Ferreira Gullar se surpreendesse, talvez detestasse ainda mais a arte contemporânea como um todo. Esse não é o ponto. A maior violência contra a arte, seja qual for, é a de achar que se pode falar dela sem ela, fingindo que está falando dela. Ninguém tem o direito de declarar que não gosta do "Poema Sujo", de Gullar, sem lê-lo, porque não gosta, por exemplo, de "arte suja". E de autorizar jornalistas a achar que podem fazê-lo também. Mas, e se Ferreira Gullar se entusiasmasse e, para surpresa geral, quisesse comprar o trabalho? Aí perceberia que ele é não é facilmente comprável, não por causa de um preço, mas porque não se insere com facilidade, pela sua natureza, no mercado do qual faz parte. Ao contrário do que sugere o título do artigo publicado pela Folha.
LAURA VINCI é artista plástica
Escrito por capro às 09h11
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
SARAU DULCINÉIA CATADORA
Data: 30.11.2007 - Hora: 19:00 HORAS
Local: SESC POMPEÍA
APRESENTAÇÃO MUSICAL E LITERÁRIA COM OS AUTORES DO PROJETO DULCINÉIA CATADORA
Categoria: Evento
Escrito por capro às 22h02
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
|
|
 |
|



|
Meu perfil
BRASIL, Sudeste, Homem, de 56 a 65 anos, Portuguese, Danish, Arte e cultura, Cinema e vídeo, Livros e Música
|
|